Para mim o Natal mudou completamente quando uma pessoa da minha família, a minha avó materna, faleceu. Recordo-me, enquanto ela era viva, passar o Natal no Alentejo com os meus tios, primas e avós, aparecendo mais tarde os meus pais. Nessa altura, era eu ainda uma criança, adorava o frio do Natal, a lareira, o leite com chocolate, e a ânsia de receber e abrir os presentes de Natal no dia 25 de manhã. O Natal para mim era assim... Mas infelizmente a minha avó faleceu e, meses mais tarde, faleceu a minha tia, com quem passei tantos Natais e tantos Verões. Esse ano foi complicado, tinha eu cerca de 14 anos e, de um momento para o outro, foi roubado à família dois pilares essenciais. A partir dessa data tudo desmoronou e o Natal deixou de ter o mesmo significado que tem para a maior parte das pessoas, é apenas mais um dia no calendário e é uma época de consumismo (afinal de contas o Pai Natal não existe).
E este ano, não sei se por birra, ou por indisposição, ou porque estou triste não vou enfeitar a minha casa, não vou montar a árvore de Natal. Vou apenas fazer um jantar simples, para a família de 6 pessoas (contando connosco) e vou esperar que para o ano tudo seja diferente.
Talvez um dia quando houver crianças tudo seja diferente, e eu consiga ver e viver o Natal através delas e aproveitar esta quadra.
E este ano, não sei se por birra, ou por indisposição, ou porque estou triste não vou enfeitar a minha casa, não vou montar a árvore de Natal. Vou apenas fazer um jantar simples, para a família de 6 pessoas (contando connosco) e vou esperar que para o ano tudo seja diferente.
Talvez um dia quando houver crianças tudo seja diferente, e eu consiga ver e viver o Natal através delas e aproveitar esta quadra.











